Aos leitores. Caso não tenham lido a minha apresentação, não intermediamos negócios, não representamos lojas e/ou armeiros, nem tampouco conheço ou tenho contato com os Chapina. Grato pela compreensão.
A Empresa Irmãos Chapina S/A. Industria Metalúrgica, foi fundada nos anos 60 no município de Itaquaquecetuba/SP.
O carro chefe da empresa eram as carabinas de ferrolho no calibre 32-20 WCF, muito usadas pelas empresas de transporte de valores do período, sendo também o 32-20 o maior calibre permitido no país para uso civil naquele momento de governo militar.
As armas feitas pela Chapina eram de muito bom acabamento, sendo a série inicial de 1.200 carabinas produzidas com canos microraiados. As coronhas podiam ser do tipo Monte Carlo ou ter um orifício para o dedo polegar. No total foram produzidas 6.000 destas armas.
Fala-se que a Chapina teria produzido uma rara versão de tiro único em calibre 30 M1 (.30 carbine), outros dizem que teria um carregador para 15 cartuchos ao invés dos tradicionais 05 do modelo em calibre 32-20. Assim é apresentada em diversos sites internacionais, mas, nunca vi nenhum exemplar e cito mais como curiosidade, pois faltam dados concretos.
carabina Chapina 32-20, excelente arma nacional
A Chapina também fez espingardas e pistolas de ar (os modelos 22, 27, e mod. Hermes, todos em calibre 4,5 mm, algumas para uso de setas e rolhas) fabricadas de 1964 até 1975.
Dentre outras diversificações na linha de produção a Chapina ainda produziu algemas, torneiras de luxo e canos de armas, sendo elogiadas pelo raiamento cuidadoso, principalmente para armas longas nos calibres 44-40, 38-40 e 32-20 (certamente peças de reposição para armas da Winchester, bastante populares em nosso país). Para armas curtas produziram canos para pistolas 6,35 e 7,65mm, inclusive das antigas FN). Ainda se falando em canos, produziam canos para os revólveres da Caramuru (modelo R1, cano octogonal de 5 raias).
Os irmãos Chapina saíram do negócio no início dos anos 1980, tendo vendido o maquinário a um grupo que não continuou a fabricação de seus produtos.
Boa noite caros amigos ,já possui uma carabina desta que por sinal gostei muito .O unico problema é a questão do ferrolho que achei muito fraco.
ResponderExcluirBoa tarde, gostaria de adquirir um desenho completo do ferrolho desmontado para ver se corrijo a o meu da carabina chapina calibre 32 que tenho.
ExcluirUma das peças que fica dentro da mola foi perdida e não sei como é.
Infelizmente não disponho de tal informação.
ExcluirVi muitas carabinas Chapina em uma antiga loja aqui de Recife " Capesca" quando adolescente, inclusive essa mencionada ai no texto com orifício para o dedo polegar, naquela época não existiam as restrições de hoje em dia , era mais fácil comprar, infelizmente ainda não tinha idade para adquirir uma.
ResponderExcluirCaros amigos.
ResponderExcluirA todos que escreveram sobre o cartucho 32-20 WCF, que é o calibre das Chapinas, tenho a informar que infelizmente o mesmo não é mais fabricado no Brasil pela CBC, o que é uma pena.
Sou neto do Antonio Chapina fundador e Filho de Pedro Chapina que é armeiro ate hoje tem carabinas originais da época e acesso a antiga fabrica ate hoje, um forte abracp
ResponderExcluirCaro Pedro Chapina
ExcluirNão era vc que tinha loja na galeria Barão de Itapetininga com a Rua São João no centro de SP perto dos correios ?
Eu fui nesta loja em 1976 , 1977.
A arma da foto ai é minha e hoje comprei uma de ar comprimido fabricada por voces
Forte abraço
Thomaz
Um dado curioso é que, antes do lançamento da Puma, a Chapina era a única arma longa raiada, de fogo central e repetição, disponível no mercado brasileiro. Empresas de transporte de valores chegaram a utilizá-la para guarnecer carros-forte. Quanto ao cartucho, foi descontinuado em 1995, e foi produzido com espoleta Berdan até ser retirado de produção.
ExcluirA fábrica da Chapina ficava no município de Itaquaquecetuba, cortado pela antiga Estrada de Ferro central do Brasil. O curioso é que as carabinas Chapina traziam as iniciais dessa ferrovia (EFCB) gravadas junto com os dados do fabricante. Seria um indício de que esta fábrica compartilhava oficinas da ferrovia?
ExcluirPedro, boa tarde.
Excluirtenho um amigo colecionador que esta a procura de peças para restauração. Poderia nos passar seu contato?
grato.
Que legal ter um herdeiro desse legado, por aqui. Ajuda aí para que as munições sejam novamente fabricadas... Forte abraço!
ExcluirCaro Pedro Chapina, grato pela honra da visita. Se puder escreva por favor para o endereço vitrinedaarmaria@gmail.com, o blog será transformado em livro, e gostaria de discutir algumas coisas contigo.
ResponderExcluirGrato.
O Brasil é um país sem memória em relação a armamentos, como se isso fosse um crime. Um país sem memória nada deixa de conhecimentos. As armas usadas por militares deveriam ser inutilizadas para disparos mas conservadas e vendidas a colecionadores idôneos. Destruir uma raridade é absurdo.
ResponderExcluirConcordo plenamente com suas palavras!!
ExcluirTrabalho com o Pedro Chapina o filho do fundador , grande armeiro , já me contou um pouco a história sobre a fábrica . Tenho a honra de trabalhar na mesma oficina que ele , todos os dias sempre aprendendo coisa nova. Chapina faz parte da história .
ResponderExcluirVc teria como fornecer um numero de watzapp?
ExcluirCaro amigo.
ExcluirGrato pela visita ao blog.
Contatos pelo email vitrinedaarmaria@gmail.com
muito bom e educativo e bom as pessoas conhecer parte da nossa estoria.
ResponderExcluirObrigado Flávio, essa é a intenção...
ResponderExcluirAlguém sabe me informar se a carabina 32-20 foi também fabricada com um anti chamas , tipo um silenciador?
ResponderExcluirSim, algumas tinham um quebra chamas....
ExcluirA minha tem um quebra chama. Eu sou armeiro e assim que herdei a mesma do meu avô, fiz uma manutenção impecável. E confesso que a cada peça que eu desmontava, ficava cada vez mais admirado com os detalhes, daquela época, pois cada detalhe trás também uma informação histórica.
ExcluirAlguém sabe informar como conseguir munição neste calibre?
ResponderExcluirCaro amigo.
ExcluirGrato pela visita ao blog.
Esta munição como já disse antes não é mais fabricada pela CBC. Pode-se efetuar a recarga, obviamente caso seja legalmente autorizado a fazê-lo.
Em 1994 estive com uma convertida para 7,63mm Mauser. Sabe alguma coisa sobre essa conversão.
ResponderExcluirSegundo informações de fonte segura as Chapina saíam de fábrica apenas no calibre 32-20 Winchester. Calibre este que infelizmente já não é mais fabricado pela CBC.
ExcluirA escolha de um calibre tão exótico como o 7,63 Mauser, já nos mostra que é uma arma modificada de maneira particular . Este calibre é ainda mais raro que o 32 WCF.
Tenho uma 32-20 porem não estou conseguindo Munições pra ela. Alguem poderia me informar uma fonte.
ResponderExcluirqual munição foi substituida pela 32-20 ?
ExcluirInfelizmente somente munição antiga ou recarregada. Visto que a CBC não a fabrica mais.
ExcluirInfelizmente o nosso mercado é muito carente de calibres.
ExcluirNenhuma muniçãoa substituiu.
Apenasse fabricam para uso civil armas em 22LR e 38SPL.
Bom dia sera que a munição de 32 normal serve pra o rifle calibre 32-20
ResponderExcluirInfelizmente não. Tem dimensões completamente diferentes.
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